quarta-feira, 27 de julho de 2011
Microconto: O amor é um torpedo

14:26 - Oi amor, tdo bem? Ja cheguei na casa da praia. Naum ta calor, mas faz mormaço. Vai ser mto bom passar esse fds com vc, Beijos, te amo d+
16:38 - Amor, decidi dar uma volta no calçadao. Ta cheio de gente nos quiosques. To tomando um sorvete e pensando em vc. Como tá o trabalho? Q horas chega aki? Te espero, bjos. Te amo s2
18:23 - Amor, vc tá recebendo meus torpedos? Ta com raiva de mim? Já disse pra gente esquecer aquilo. Vem pra ca, vamos recomeçar. Te espero, beijos, te amo mto
20:35 - Estou tomando caipirinha agora. Penso no q aconteceu e tenho vontade de chorar. O mar está lindo, acho q vou entrar nele. Vc vem? Nao me odeie por favor, te amo tanto...
Baseado em mensagens que recebi um dia por engano no meu celular. Infelizmente não pude responder e avisar, pois meus créditos tinham acabado.
Microconto: Bandeira 3

Rodava com seu táxi pelas ruas da vida. Sempre em alta velocidade, tentava driblar o trânsito e encontrar atalhos para satisfazer a pressa dos passageiros.
Levava sempre uma arma embaixo do banco, “para se defender da bandidagem”, dizia. Mas talvez seu rosto carrancudo já fosse o suficiente.
Já não saía mais nas folgas, nem para beber o uísque da madrugada, nem a cerveja do domingo no boteco da vila. As damas do amor pago também já não lhe arrancavam mais sorrisos.
A bandeira dois de seu peito já não era acionada há muito tempo. Era divorciado.
E de tanto conhecer a cidade, os caminhos para qualquer lugar ou lugar nenhum, tantas pessoas, tantos destinos, um dia perdeu-se de vez.
O itinerário para chegar a si mesmo nem sempre é fácil de se lembrar. E não há asfalto, mapas ou placas para facilitar.
Bukowski brazuca
Lançado em fevereiro deste ano, esse curta é inspirado no conto "Vida e Morte na Enfermaria dos Indigentes", de Charles Bukowski.
Com Juliano Nery fazendo o velho Buk e direção de Francisco Franco. Gostei do resultado, achei que o cara ficou um Bukowski melhor que o Mickey Rourke ou Matt Dillon. Que que você acha?
Novos Baianos FC
Este é o doc de Solano Ribeiro, gravado em 1973 para uma emissora alemã, e que nunca havia sido lançado oficialmente antes por aqui.
O grupo (que pra mim é o melhor que já surgiu na MPB) foi registrado em seu dia a dia, fazendo música e jogando futebol no sítio comunitário-hippie de Jacarepaguá, RJ.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Bukowski
A Genialidade da Multidão
Há bastante deslealdade, ódio,
violência,
Absurdo no ser humano
comum
Para suprir qualquer exército em qualquer
dia.
E O Melhor No Assassinato São Aqueles
Que Pregam Contra Ele.
E O Melhor No Ódio São Aqueles
Que Pregam AMOR
E O MELHOR NA GUERRA
--FINALMENTE--SÃO AQUELES QUE
PREGAM
PAZ
Aqueles Que Pregam DEUS
PRECISAM de Deus
Aqueles Que Pregam PAZ
Não têm paz.
AQUELES QUE PREGAM AMOR
NÃO TÊM AMOR
CUIDADO COM OS PREGADORES
Cuidados com os Sabedores.
Cuidado
Com Aqueles Que
Estão SEMPRE
LENDO
LIVROS
Cuidado Com Aqueles Que Detestam
Pobreza Ou Que São Orgulhosos Dela
CUIDADO Com Aqueles Que Elogiam Fácil
Porque Eles Precisam De ELOGIOS De Volta
CUIDADO Com Aqueles Que Censuram Fácil:
Eles Têm Medo Daquilo Que
Não Conhecem
Cuidado Com Aqueles Que Procuram Constantes
Multidões; Eles Não São Nada
Sozinhos
Cuidado
Com O Homem Comum
Com A Mulher Comum
CUIDADO Com O Amor Deles
O Amor Deles É Comum, Procura
O Comum
Mas Há Genialidade Em Seu Ódio
Há Bastante Genialidade Em Seu
Ódio Para Matar Você, Para Matar
Qualquer Um.
Sem Esperar Solidão
Sem Entender Solidão
Eles Tentarão Destruir
Qualquer Coisa
Que Seja Diferente
Deles Mesmos
Incapazes
De Criar Arte
Eles Não Irão
Compreender Arte
Eles Vão Considerar Sua Falha
Como Criadores
Apenas Como Uma Falha
Do Mundo
Incapazes De Amar Completamente
Eles Vão ACREDITAR Que Seu Amor É
Incompleto
E ELES VÃO ODIAR
VOCÊ
E Seu Ódio Será Perfeito
Como Um Diamante Brilhante
Como Uma Faca
Como Uma Montanha
COMO UM TIGRE
COMO Cicuta
Sua Mais Fina
ARTE
Há bastante deslealdade, ódio,
violência,
Absurdo no ser humano
comum
Para suprir qualquer exército em qualquer
dia.
E O Melhor No Assassinato São Aqueles
Que Pregam Contra Ele.
E O Melhor No Ódio São Aqueles
Que Pregam AMOR
E O MELHOR NA GUERRA
--FINALMENTE--SÃO AQUELES QUE
PREGAM
PAZ
Aqueles Que Pregam DEUS
PRECISAM de Deus
Aqueles Que Pregam PAZ
Não têm paz.
AQUELES QUE PREGAM AMOR
NÃO TÊM AMOR
CUIDADO COM OS PREGADORES
Cuidados com os Sabedores.
Cuidado
Com Aqueles Que
Estão SEMPRE
LENDO
LIVROS
Cuidado Com Aqueles Que Detestam
Pobreza Ou Que São Orgulhosos Dela
CUIDADO Com Aqueles Que Elogiam Fácil
Porque Eles Precisam De ELOGIOS De Volta
CUIDADO Com Aqueles Que Censuram Fácil:
Eles Têm Medo Daquilo Que
Não Conhecem
Cuidado Com Aqueles Que Procuram Constantes
Multidões; Eles Não São Nada
Sozinhos
Cuidado
Com O Homem Comum
Com A Mulher Comum
CUIDADO Com O Amor Deles
O Amor Deles É Comum, Procura
O Comum
Mas Há Genialidade Em Seu Ódio
Há Bastante Genialidade Em Seu
Ódio Para Matar Você, Para Matar
Qualquer Um.
Sem Esperar Solidão
Sem Entender Solidão
Eles Tentarão Destruir
Qualquer Coisa
Que Seja Diferente
Deles Mesmos
Incapazes
De Criar Arte
Eles Não Irão
Compreender Arte
Eles Vão Considerar Sua Falha
Como Criadores
Apenas Como Uma Falha
Do Mundo
Incapazes De Amar Completamente
Eles Vão ACREDITAR Que Seu Amor É
Incompleto
E ELES VÃO ODIAR
VOCÊ
E Seu Ódio Será Perfeito
Como Um Diamante Brilhante
Como Uma Faca
Como Uma Montanha
COMO UM TIGRE
COMO Cicuta
Sua Mais Fina
ARTE
Poema Submerso
Eu era um pouco da tua voz violenta, Maldoror
quando os cílios do anjo verde enrugavam as
chaminés da rua onde eu caminhava
E via tuas meninas destruídas como rãs por
uma centena de pássaros fortemente de passagem
Ninguém chorava no teu reino, Maldoror, onde o
infinito pousava na palma da minha mão vazia
E meninos prodígios eram seviciados pela Alma
ausente do Criador
Havia um revólver imparcialíssimo vigiado pelas
Amebas no telhado roído pela urina de tuas borboletas
Um jardim azul sempre grande deitava nódoas nos
meus olhos injetados
Eu caminhava pelas aléias olhando com alucinada ternura
as meninas na grande farra dos canteiros de
insetos baratinados
Teu canto insatisfeito semeava o antigo clamor dos piratas trucidados
Enquanto o mundo de formas enigmáticas se desnudava
para mim, em leves mazurcas
Roberto Piva
quando os cílios do anjo verde enrugavam as
chaminés da rua onde eu caminhava
E via tuas meninas destruídas como rãs por
uma centena de pássaros fortemente de passagem
Ninguém chorava no teu reino, Maldoror, onde o
infinito pousava na palma da minha mão vazia
E meninos prodígios eram seviciados pela Alma
ausente do Criador
Havia um revólver imparcialíssimo vigiado pelas
Amebas no telhado roído pela urina de tuas borboletas
Um jardim azul sempre grande deitava nódoas nos
meus olhos injetados
Eu caminhava pelas aléias olhando com alucinada ternura
as meninas na grande farra dos canteiros de
insetos baratinados
Teu canto insatisfeito semeava o antigo clamor dos piratas trucidados
Enquanto o mundo de formas enigmáticas se desnudava
para mim, em leves mazurcas
Roberto Piva
domingo, 20 de dezembro de 2009
Negative Spaces
Alguns trabalhos do ilustrador israelense Noma Bar, conhecidas como Ilustrações Negativas (Negative Spaces).
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Preciso dizer que te amo...
Brigitte Bardot. Uma das grandes maravilhas da humanidade. Não bastasse nos encantar nas telas, também cantava lindamente.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Aviso aos Náufragos
Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.
Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida,
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.
Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página, papiro,
ai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
o que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não é assim que é a vida?
Paulo Leminski
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.
Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida,
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.
Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página, papiro,
ai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
o que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não é assim que é a vida?
Paulo Leminski
sábado, 12 de dezembro de 2009
SÁideira
Programa especial apresentado pelo ludopédico Xico Sá, gravado no boteco preferido dos escritores de SP, a Mercearia São Pedro.
Dividido em três blocos, tem a participação de nomes como Sérgio Santanna, Mario Bortolotto, Reinaldo Moraes e o cantor Junio Barreto. Uma verdadeira pérola perdida no youtube.
Dividido em três blocos, tem a participação de nomes como Sérgio Santanna, Mario Bortolotto, Reinaldo Moraes e o cantor Junio Barreto. Uma verdadeira pérola perdida no youtube.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O direito de ser sujo
Geisy só queria se exibir. Rebolava alegre, bundinha empinada, vestidinho curto, exercendo seu direito de querer ser sexy. Acabou hostilizada por moleques tarados e mulheres invejosas, indignados, tanto pela audácia da loira, quanto pela vontade de possuí-la ali mesmo. O sexo, ou sua insinuação realmente nos perturba, é fato. É só lembrar como padres e bispos agiram sob celibato ao longo de todos esses séculos.
A mídia então se manifestou. A Uniban também. Resolução da faculdade: é proibido ser insinuante, é contra os bons costumes. Estás expulsa! Mas que bons costumes? Somos um povo que respira sexo, transpira luxúria, e faz debates em botequins, resolve seus problemas à base de pizza e cerveja. Não discutimos os problemas verdadeiros que dificultam nosso sucesso como nação civilizada. Debate-se os fatos, os acontecimentos, mas não seus meandros, as causas, as conseqüências, as soluções. Uma era de imediatismo, onde preguiçosamente confortados em nossas poltronas nos informamos sobre o mundo – superficialmente - com alguns cliques no Google. E achamos que sabemos de tudo. Mas o que sabemos? Que proibir uma aluna de exibir suas curvas vai dar mais moralidade ao “ambiente escolar”, e até a própria moça, como uma mulher que deve ser decentemente “digna”?
Eu sei que nada sei. Mas eu sei que agora também é proibido fumar em ambiente público fechado. Ok, concordo em partes. Nunca gostei de ser um fumante passivo (eu, que criticava veementemente quem fumava, hoje também molesto meus pulmões), que dizem alguns ser praticamente um estupro pelas narinas. Tudo bem, vamos respeitar a saúde do outro. Mas proibir fumar em boteco? Quem freqüenta esses singelos e simpáticos ambientes familiares senão sujeitos que querem afagar o estresse do dia, as mazelas da vida, rir um pouco dela com os companheiros de labuta bebendo uma cervejinha gelada em meio à névoa de cigarros baratos?
Mas não me preocupa apenas a proibição de não poder fumar nestes lugares. Sei que o tabagismo já matou mais que regimes totalitários e desastres naturais. O ato de proibir o ato de fumar sim que me preocupa, a privação de exercer seu livre arbítrio, de poder escolher me destruir ou não. Isso sim me preocupa, e esses tipo de proibições trazem em si uma carga reacionária. O Estado não tem o direito de decidir o que é bom ou não para alguém, mas sim garantir os direitos básicos de qualquer cidadão. E isso vale também para o modo de como nos comportamos perante os outros. A escolha de usar vestidos curtos, vestir uma cortina se quiser, ter relação com pessoas do mesmo sexo, isso não pode ser proibido por ninguém. Muito menos uma instituição de ensino superior, que deveria ser o santuário da liberdade de expressão e laboratório de ideias.
Tudo bem, todo governo e instituição pública ou privada tende a ser controladora. O que me perturba na verdade é como a sociedade está descambando para essa tendência. Uma certa higienação exagerada. Não só estética, física, mas ideológica. Quando vejo num comercial o slogan “Para o homem bem feito, barba bem feita”, penso em que tipo de homem estão se referindo? Não devem estar falando do Lula então. Ainda mais pela famosa veia pinguça do chefe. Ou de um pobre trabalhador que não pode ter um Mach 3, aquele que o Kaká usa (mesmo sem ter barba), que bebe e fuma(va) no botequinho perto de casa. Não, não deve ser dele que estão falando.
Num mundo onde as ideologias morreram ou viraram estampa de camisa, onde se valoriza a estética ao conteúdo, o prazer e o sucesso acima de tudo, ainda sim sinto um certo patrulhamento ideológico pelo “clean”, pelo cool, onde você é o que você veste e consome. Quem se veste com marcas é bonito e legal, quem se veste estranho é “descolado”, quem se veste simples é pobre, quem se veste pouco é puta. Todos querem se destacar do gado, mas esse distanciamento, essa exacerbação do eu, do prazer próprio à qualquer custo, só os une num vazio conjunto. E numa limpeza eternamente entediante. Qual o problema de ser sujo? Eu tenho direito de não fazer minha barba, de cheirar a cigarro e tomar um porre, assim como as mulheres tem o direito de serem “cachorras”, sem medo de sermos felizes.
Uma proibição dá margem a outras. Logo defenderão o expurgo definitivo do cigarro. Depois, de beber nas ruas, nos bares, até a proibição do próprio consumo etílico. Nem água beberemos, pois acabará. Encheremos a cara de ki-suco e tubaína. Estará proibido o porre! Que porre de vida será viver num mundo assim, sem bebida, sem cigarro, sem micro-saias, sem rock’ n roll (sim, nem ele resistirá a tanta caretice).
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Beatniks
Canção
O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo da solidão,
sob o fardo da insatisfação
o peso
o peso que carregamos
é o amor.
Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano -
sai para fora do coração
ardendo de pureza -
pois o fardo da vida
é o amor,
mas nós carregamos o peso
cansados e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente temos que descansar
nos braços do amor.
Nenhum descanso
sem amor, nenhum sono
sem sonhos
de amor -
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo é o amor -
não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contigo quando negado:
o peso é demasiado
- deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.
Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho -
sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.
Allen Ginsberg (1926-1997)
O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo da solidão,
sob o fardo da insatisfação
o peso
o peso que carregamos
é o amor.
Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano -
sai para fora do coração
ardendo de pureza -
pois o fardo da vida
é o amor,
mas nós carregamos o peso
cansados e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente temos que descansar
nos braços do amor.
Nenhum descanso
sem amor, nenhum sono
sem sonhos
de amor -
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo é o amor -
não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contigo quando negado:
o peso é demasiado
- deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.
Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho -
sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.
Allen Ginsberg (1926-1997)
A Noite
Cena do filmaço A Noite (1961), de Michelangelo Antonioni. A obra faz parte da chamada "Trilogia da Incomunicabilidade" idealizada pelo diretor, e traz Jeanne Moreau e Marcello Mastroiani vivendo uma crise existencial no casamento.
Esta cena se passa numa boate de jazz, com uma linda dançarina fazendo uma performance sensacional, em meio a crise do casal.
Esta cena se passa numa boate de jazz, com uma linda dançarina fazendo uma performance sensacional, em meio a crise do casal.
sábado, 7 de novembro de 2009
Brave New World
Cosedor de músicas
O talentoso multiinstrumentista e produtor israelense Kutiman revoluciona e arrebenta em Thru-you, projeto que utiliza como matéria-prima musical videos de usuários do youtube. De aulas instrumentais a perfomances artísticas individuais de todos os tipos, Kutiman fez uma verdadeira colagem de aúdio e video para criar um álbum criativo, diversificado, com muito groove e melodias certeiras. Babylon Band é uma de suas faixas mais explosivas e fenomenais.
http://www.myspace.com/kutiman
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